Como diria Moska: "que ironia, minha própria vida me trouxe de volta ao ponto departida, como se eu nunca tivesse saído de lá..." ....
O mundo realmente dá tantas voltas....
Hoje estava falando com minha mãe sobre o amor e li um texto interessante sobre otema num blog da internet: resolvi postar. Há tempos venho tentando achar motivaçãopara escrever. Tenho saudades do tempo em que tinha um blog chamado "Pétalas de Poesia",onde eu encenava uma jovem poetisa, cheia de esperanças e dedos para digitar aquiloque sentia. Felizmente (ou será, infelizmente?) me encontro em outro estágio da minhavida, menos romântico e mais sensato (ou será menos sensato?). Já fui vítima e já fuimártir. Aliás, vesti a fantasia de mártir por um tempo longo (4 anos da minha adolescência,os mais importantes) e acho incrível como consegui atuar tão bem essa peça. Antes desse tempo fui a vítima do caos familiar, mas isso retornaria. Depois virei a mocinha apaixonadae correspondida, que achou o cara perfeito com quem sempre sonhou. Na verdadeainda sou essa mocinha apaixonada, mas que agora cresceu e vê as coisas bem diferentes...
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Pra mim, o amor é o mesmo sempre. Não importa se é entre pais e filhos, amigos,namorados, amantes, homem e seu cachorro, não importa: o amor é um sentimento único.O que difere é a relação que se tem com o ser amado. Por minha mãe tenho gratidãoe respeito. Pelos meus irmãos também. Por meu pai, além disso tinha uma certa responsabilidade,como se, na verdade, eu fosse um pouco sua mãe. Com minha cachorra tenho ... tenho...acho que tenho uma responsabilidade de educar e cuidar, como se fosse uma filha. Pelomeu marido tenho carinho, tesão, paixão, amizade, respeito, cumplicidade.
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De volta ao intuito do post, o mundo dá voltas, realmente...Num dia eu faço 26 anos e em menos de 1 mês perco meu pai. Sofri, e sofro até agora,como nunca podia ter imaginado. Um ano depois perco o emprego. Decepção com quemachava ser um exemplo pra minha vida profissional. Me senti enganada, passada para trás,saca? Daí, desesperada com tudo, tomo a decisão de mudar de cidade e estado. Consigotrabalho e volto a estudar. A vida andava perfeita, menos meu casamento. Marido triste,insatisfeito, frustrado. E eu, egoísta que fui, percebi que tomei a decisão sozinha e elesó foi comigo porque realmente me ama e sabia que eu precisaria dele. Ele sabia que eu ainda não tinha enfrentado todos os meus bichos e que apesar de tê-los afugentado,uma hora voltariam e que nessa hora, talvez mais do que em todas, eu precisaria dele.Ele sabia que outra pessoa não serviria, que seria somente os seus abraços e carinhosque me fariam sentir segurança. Não haveria outra forma de passar por isto. Há algumtempo ele me dizia que fugir do problema também era uma forma de resolvê-lo. Mas meprovou que nunca acreditou nisto, ironicamente. Dois longos e intermináveis anos se passaramentre a morte do meu pai e o dia de hoje. Praticamente dois anos procurando por algo queeu não sabia o que era, mas que percebi agora, de volta ao ponto de partida, ao interiorpaulista. Desde a morte do meu pai que eu procuro algo que me faça sentir útil o bastante,para que eu tenha que me preocupar tanto quanto me preocupava com meu pai. Descobri,agora, que meu pai era minha razão de viver e que depois de sua morte eu me encontrei totalmente perdida, sem rumo. Deprimida, hoje, amargo a dor imensa de algo maior que aperda de meu pai: amargo a dor da falta de rumo à minha vida. E o pior é que eu nem seipor onde começar a procurar......
Fabi Lima 1:22 AM