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Domingo, Novembro 16, 2008
Encruzilhada

Pois é. Desde o post do dia 7 de junho que venho ensaiando textos para colocar aqui. Sempre desisto, exceto pelos 2 posts seguintes àquele. O fato é que parece que de repente a vida me passou uma rasteira. Antes de começar a choramingar aqui, quero salientar que apesar de parecer, não me sinto vítima das circunstâncias. É tudo lei de causa e efeito, então mereço tudo o que tenho passado.

Como diria Lenine, na música Miedo:

"Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
...
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar"

E eu tenho medo de tudo: medo de escolher, medo de não escolher, medo de piorar, medo de melhorar, medo de dar certo, medo de dar errado, medo de sonhar... especialmente medo de sonhar. Sinto como se fosse a maldição do "sonhe, e será realizado". O problema é que eu acabo não podendo ficar com a realização dos meus sonhos. O problema é que eu estou paralizada pela força do medo. O problema é que eu quero, mas eu quero que ele queira também. E quando isso não é possível, eu quero sentar no meio da encruzilhada e não ter que andar. Quero ficar ali, no meio do asfalto, deitada como se nada estivesse acontecendo. Devoro zilhões de coisas, quase tudo o que vejo pela frente me sinto obrigada a comer. É como se minhas mãos e minha boca não fossem mais comandadas por mim. De repente ganharam vida própria, e tudo está entrando pela boca, tudo o que aparecer pela frente. E depois vem a culpa. "Não devia ter comido", ou "por que desconto tudo comendo?" são coisas que sempre passam pela cabeça, o tempo todo. Como se já não bastasse minha auto-sabotagem...

Ah, pra ajudar tem gente que acha que eu estou fazendo gracinha, posando de vítima. Pros desavisados: eu sei bem que fui eu quem fez a causa. Agora estou aguentando o efeito...

Bom, chega de choramingos por hoje. Ando mesmo num humor do cão. O medo é de ficar tanto tempo lá no meio da encruzilhada que vou acabar morrendo por não escolher. É como se eu estivesse perdida no deserto, há dias, e tivesse que escolher entre um copo dágua e um prato de comida. Eu simplesmente sinto como se fosse morrer de qualquer jeito, então não preciso escolher...

Fabi Lima 1:19 AM


Sábado, Junho 28, 2008
?

Será????

....

Talvez seja melhor não... acho que sim! Uuuuiiiiiiiii.....

Fabi Lima 12:55 AM


Terça-feira, Junho 17, 2008
Redescobertas....

E de repente eu reencontro uma amiga de infância no shopping, que é casada com um amigo de infância do meu marido. Foi ótima a conversa, breve, mas ótima! Quem sabe não é um passo para retomarmos a amizade?? rs....

Tbm estou ficando amiga de um primo com quem tinha pouco contato até agora.

...

Pensando bem, parece que no final das contas tudo tem um lado bom!

Fabi Lima 12:56 AM


Sábado, Junho 07, 2008
Que ironia....

Como diria Moska: "que ironia, minha própria vida me trouxe de volta ao ponto departida, como se eu nunca tivesse saído de lá..." ....
O mundo realmente dá tantas voltas....

Hoje estava falando com minha mãe sobre o amor e li um texto interessante sobre otema num blog da internet: resolvi postar. Há tempos venho tentando achar motivaçãopara escrever. Tenho saudades do tempo em que tinha um blog chamado "Pétalas de Poesia",onde eu encenava uma jovem poetisa, cheia de esperanças e dedos para digitar aquiloque sentia. Felizmente (ou será, infelizmente?) me encontro em outro estágio da minhavida, menos romântico e mais sensato (ou será menos sensato?). Já fui vítima e já fuimártir. Aliás, vesti a fantasia de mártir por um tempo longo (4 anos da minha adolescência,os mais importantes) e acho incrível como consegui atuar tão bem essa peça. Antes desse tempo fui a vítima do caos familiar, mas isso retornaria. Depois virei a mocinha apaixonadae correspondida, que achou o cara perfeito com quem sempre sonhou. Na verdadeainda sou essa mocinha apaixonada, mas que agora cresceu e vê as coisas bem diferentes...

...

Pra mim, o amor é o mesmo sempre. Não importa se é entre pais e filhos, amigos,namorados, amantes, homem e seu cachorro, não importa: o amor é um sentimento único.O que difere é a relação que se tem com o ser amado. Por minha mãe tenho gratidãoe respeito. Pelos meus irmãos também. Por meu pai, além disso tinha uma certa responsabilidade,como se, na verdade, eu fosse um pouco sua mãe. Com minha cachorra tenho ... tenho...acho que tenho uma responsabilidade de educar e cuidar, como se fosse uma filha. Pelomeu marido tenho carinho, tesão, paixão, amizade, respeito, cumplicidade.

...

De volta ao intuito do post, o mundo dá voltas, realmente...Num dia eu faço 26 anos e em menos de 1 mês perco meu pai. Sofri, e sofro até agora,como nunca podia ter imaginado. Um ano depois perco o emprego. Decepção com quemachava ser um exemplo pra minha vida profissional. Me senti enganada, passada para trás,saca? Daí, desesperada com tudo, tomo a decisão de mudar de cidade e estado. Consigotrabalho e volto a estudar. A vida andava perfeita, menos meu casamento. Marido triste,insatisfeito, frustrado. E eu, egoísta que fui, percebi que tomei a decisão sozinha e elesó foi comigo porque realmente me ama e sabia que eu precisaria dele. Ele sabia que eu ainda não tinha enfrentado todos os meus bichos e que apesar de tê-los afugentado,uma hora voltariam e que nessa hora, talvez mais do que em todas, eu precisaria dele.Ele sabia que outra pessoa não serviria, que seria somente os seus abraços e carinhosque me fariam sentir segurança. Não haveria outra forma de passar por isto. Há algumtempo ele me dizia que fugir do problema também era uma forma de resolvê-lo. Mas meprovou que nunca acreditou nisto, ironicamente. Dois longos e intermináveis anos se passaramentre a morte do meu pai e o dia de hoje. Praticamente dois anos procurando por algo queeu não sabia o que era, mas que percebi agora, de volta ao ponto de partida, ao interiorpaulista. Desde a morte do meu pai que eu procuro algo que me faça sentir útil o bastante,para que eu tenha que me preocupar tanto quanto me preocupava com meu pai. Descobri,agora, que meu pai era minha razão de viver e que depois de sua morte eu me encontrei totalmente perdida, sem rumo. Deprimida, hoje, amargo a dor imensa de algo maior que aperda de meu pai: amargo a dor da falta de rumo à minha vida. E o pior é que eu nem seipor onde começar a procurar......

Fabi Lima 1:22 AM


Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
Revelação

Sou curiosa, xereta e não cesso nunca essa minha curiosidade. Quero saber como é, quanto custa, qual o sabor e cheiro. Quero conhecer, dominar - e depois perco o interesse no objeto da curiosidade.... eu sou assim: inconstante, inquieta e imprevisível. Por outro lado sou dinâmica, romântica, sonhadora e enigmática. Tudo bem que algumas coisas me atraem por mais tempo. Tudo bem que algumas pessoas conseguem me dominar ao invés de serem dominadas por mim. Sim, eu sou mandona! Sim, não nasci para ser uma pessoa dominada! Nasci para dominar... adoro comandar a cena. Gosto de ser o centro das atenções, e gosto de decidir como fazer. Gosto daquela sensação de despertar a curiosidade alheia, o desejo, a atenção. Gosto sim, e assumo. Me pergunto o que me excita tanto nisso tudo. Eu sei o porquê, mas prefiro não comentar, mesmo depois de assumir em público minhas preferências...
...

Fabi Lima 8:44 PM


Domingo, Janeiro 27, 2008

Revolta hoje é a palavra de ordem. Por que o mundo é como é? Por que as pessoas querem ser todas iguais, todas seguindo um modelo pré-estabelecido? O que faz com que todos nós sejamos robôs programados por nós mesmos todos os dias?
O pior de tudo é que eu faço parte desse mundo e para não fugir à regra também tenho preconceitos. Também sigo padrões pré-estabelecidos.

...

Como diria Cazuza: "Por que que a gente é assim???"

Fabi Lima 10:17 PM


Domingo, Janeiro 13, 2008
Somente palavras?

De vez em quando me pergunto o motivo de ainda manter este blog. Não tenho tido muito tempo de escrever, e pra falar bem a verdade, nem muita vontade. Ninguém está interessado no que eu escrevo e meus escritos também não são lá dignos de um romance. Quase não tenho mais aquela visão de aventura ao escrever.
Então me dou conta que este blog nada mais é do que um diário meu, onde coloco apenas sentimentos e o dia-a-dia de uma mulher-menina (ou menina-mulher) normal, com desejos, perspectivas (muitas vezes grande demais) e decepções. São histórias da minha vida, registradas com a emoção do momento. Muitas coisas importantes já foram escritas aqui. Segredos revelados a pouquíssimas pessoas, situações que nunca contaria a ninguém. Até mesmo uma das mais difíceis situações por que passei na vida - a perda de meu pai - está descrita aqui, tim-tim por tim-tim, com todas as emoções, neste espaço pequeno neste mundo virtual.

Bem, escrevi... vim com o intuito de acabar com este blog, mas não consegui.
E vamos lá, pra mais um ano de sonhos, realizações e decepções....

Fabi Lima 3:29 PM


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